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| Boulos considera proposta do iFood insuficiente e cobra melhores ganhos para entregadores |
O deputado Guilherme Boulos criticou publicamente o posicionamento do iFood nas negociações com o governo federal sobre a regulamentação do trabalho por aplicativo. Segundo o parlamentar, as ofertas da empresa em relação a valores mínimos de repasse, limites de jornada e regras para o agrupamento de pedidos ainda ficam longe de garantir condições justas para quem está na rua.
Os pontos centrais da divergência
O debate gira em torno da criação de uma lei nacional para a categoria, onde o governo e os representantes dos trabalhadores pressionam por maiores garantias financeiras e operacionais.
Valor mínimo por entrega e tempo de espera: A proposta atual da plataforma é vista como baixa, já que não compensa adequadamente os custos com combustível, manutenção da moto e o tempo gasto aguardando os pedidos nos estabelecimentos.
Agrupamento de rotas: Cobrança por maior transparência no pagamento de corridas duplas ou triplas, evitando que o entregador faça mais entregas recebendo proporcionalmente menos por rota.
Bloqueios e transparência das regras: Exigência de critérios claros e direito de defesa antes de qualquer suspensão ou desativação de conta pela plataforma.
Seguridade e proteção: Impasse sobre as alíquotas de contribuição para a Previdência Social e quem deve arcar com a maior fatia do custo.
O que muda para o entregador na prática
As negociações continuam em andamento e nenhuma medida entra em vigor de imediato:
Sem mudanças imediatas na taxa: O aplicativo continua operando com as tabelas de ganhos atuais até que um acordo final seja assinado ou votado no Congresso.
Novas rodadas de debate: O impasse obriga as plataformas a revisarem suas propostas para tentar chegar a um consenso com o Ministério do Trabalho e os representantes da categoria.
Proposta final: O objetivo do governo é fechar um texto de lei que estabeleça um piso de ganhos por hora trabalhada e cobertura em caso de acidentes.
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